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26/01/2017

PPS completa 25 anos de luta pela democracia e fortalecimento da República no Brasil







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PPS completa 25 anos de luta pela democracia e fortalecimento da República no Brasil



Por: Assessoria PPS-ES

O PPS (Partido Popular Socialista) completa 25 anos de fundação nesta quinta-feira (26). O partido é resultado das deliberações do X Congresso do PCB (Partido Comunista Brasileiro) – realizado nos dias 25 e 26 de janeiro de 1992, no Teatro Zaccaro, em São Paulo – em resposta ao colapso da experiência do “Socialismo Real”, materializado pela URSS, e diante da nova ordem internacional com queda do Muro de Berlim, o fim da guerra fria e da União Soviética.


Na década de 80, com a retomada da democracia no Brasil e a consequente legalização da legenda, o processo de renovação interna do partido ganha força, e uma nova dinâmica com a volta dos companheiros que estavam no exílio. Neste período, o ainda PCB lançou pela primeira vez candidato próprio a presidente da República, nas primeiras eleições diretas após o fim da ditadura militar. Roberto Freire, presidente do partido, percorreu o País numa campanha histórica para os comunistas.


O PCB encontrava-se, no campo da esquerda, em condições excepcionais para dar esse passo decisivo. Não apenas em razão da opção clara pelo caminho democrático e de uma política de amplas alianças, afirmada já em 1958, mas, principalmente por ter, no pós-1964, passado por duas experiências poderosas de pedagogia democrática: a resistência à ditadura militar e o apoio à tentativa fracassada de autorreforma do regime soviético.


Em 1992 a mudança se concretiza. Freire, então presidente do PCB, convoca o X Congresso que altera o nome e a sigla de Partido Comunista Brasileiro para PPS (veja abaixo o Manifesto de Fundação do PPS). O PCB se torna então o primeiro PC no continente a mudar radicalmente sua política, sua estrutura orgânica e sua simbologia.


A fundação do PPS representou, então, um esforço consciente de reconstrução da esquerda democrática brasileira, no momento em que a falência dos paradigmas que animavam nossa organização política tornou-se evidente. Esse esforço assentou-se em alguns princípios que diferenciaram de forma clara o PPS das demais alternativas partidárias da esquerda, ainda vinculadas, de forma mais ou menos ortodoxas, a esses paradigmas.


O partido, como define a Resolução Política do XI Congresso, em 1994, é o “legítimo herdeiro das melhores tradições democráticas dos pensamentos marxista e socialista, continuador da história do PCB, reafirmando sua dimensão socialista, de esquerda e libertária”.


É esse legado de lutas, comprometido com as causas do povo brasileiro, que o PPS herdou depois de 1992, quando o partido assume novo nome, nova forma e nova perspectiva, mas sem perder sua história, que se abre para o século XXI mais revigorado na luta pela democracia como o caminho privilegiado de mudanças estruturais da sociedade e do Estado, sem as ilusões políticas e ideológicas que o tempo histórico revelou equivocadas.


Democrático e inspirado na herança humanista, libertária e solidária dos movimentos sociais e das lutas dos trabalhadores em nosso País e no mundo, o PPS esteve sempre ao lado da sociedade brasileira em defesa da democracia nos últimos 25 anos. Neste período, marcou sua trajetória em duas eleições presidenciais – 1998 e 2002 – denunciando os esquemas de corrupção do mensalão e na Petrobrás nos governos do PT (Partido do Trabalhadores).


O partido foi um dos primeiros a sair às ruas para defender o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e apoiar de forma irrestrita as investigações da Operação Lava Jato, o segundo escândalo de corrupção promovido pelo governo do PT. No Congresso Nacional, o PPS votou unanimemente pelo afastamento definitivo da petista, responsável pela volta da inflação, dos juros altos, do rombo nas contas públicas, do desemprego e da desesperança no País.


Para a recuperação da mais grave crise econômica da história da República, o PPS não hesitou em apoiar o governo de transição do presidente Michel Temer. Com isso, o partido renovou seu compromisso histórico com o legado da ética na política apresentando-se como real alternativa da esquerda democrática, em oposição ao desgastado, ineficiente e corrupto modelo do lulopetismo.


O PPS se renovou nestes 25 anos sem abandonar seu compromisso com a democracia como valor universal – caminho para enfrentarmos os enormes desafios que se impõe à sociedade -, com a luta da cidadania por uma sociedade mais justa e fraterna e as reformas permanentes nas esferas da economia e do Estado para continuarmos dignos do legado que recebemos nos embates que teremos que travar por um futuro melhor para o Brasil e o mundo.


 


Manifesto do PPS


“Aos seres humanos que, por nascimento ou opção, habitam terras brasileiras,o PPS dedica seus 70 anos de lutas, e todas as lutas futuras”.


Há uma crise, no mundo e no Brasil e todos podemos senti-la. Uma crise que solapa a esperança, que chega ao fundo dos corações, gerando frustrações, descrença e cinismo. Frente aos desafios destes novos tempos, seu compromisso de luta por uma sociedade mais justa e mais humana, o Partido Popular Socialista- PPS se oferece à sociedade brasileira como um novo instrumento de luta.


Um Partido que, desde sua formação, é plural, aberto à participação de todos os que acreditam que é possível, a todos os seres humanos, viverem iguais e livres. Um Partido que, num mundo de mudanças, assume o compromisso central com a vida, entendendo-a como indissociável da natureza e da cultura. Um Partido que quer contribuir para a construção de uma nova ética, onde o ser humano, sem nenhuma discriminação, seja protagonista e beneficiário das transformações sociais.


Um Partido novo, democrático, socialista, que se inspire na herança humanista, libertária e solidária dos movimentos sociais e das lutas dos trabalhadores em nosso País e em todo o mundo, prolongando hoje a luta que travamos desde 1922. Um partido que não use o povo, mas seja um instrumento para que cada cidadão seja sujeito de sua própria história. Um Partido socialista, humanista e libertário, que tenha como prática a radicalidade democrática, que permita a cada ser humano exercer sua plena cidadania, na área em que reside e no planeta em que habita.


Um Partido que tem como metodologia de ação política, a não violência ativa, e que repudia toda e qualquer forma de violência (econômica, racial, religiosa, física, psicológica etc). Um Partido que faz da eliminação da miséria a questão primeira de sua política. Porque enquanto houver um ser humano sem comida, sem moradia, sem educação ou sem as mínimas condições de acesso à saúde, nossa luta tem e terá razão de continuar.


Um Partido que defende que a propriedade dos meios de produção e de comunicação deve ser social, com propostas autogestivas, co-gestivas e cooperativistas, contrapondo-se aos modelos neoliberais.


Um Partido que se empenhará para que o desenvolvimento científico e tecnológico seja considerado prioridade nacional, pois não haverá progresso social sem amplo desenvolvimento científico e tecnológico.
Um Partido que tem como objetivo a reforma democrática do Estado para que ele não tutele, mas que seja controlado pelos cidadãos e pela sociedade.


Um Partido que luta por um programa radical de desenvolvimento que tenha o ser humano como sujeito e que seja capaz de eliminar a injusta distribuição de renda, acabando com a brutal concentração hoje existente. A consolidação da democracia política e a retomada do desenvolvimento, pondo fim à recessão e ao desemprego são claras prioridades para a construção da cidadania.


Um Partido que lutará pela implantação do parlamentarismo, pelas reformas estruturais de que o País necessita e pela preservação dos direitos consagrados constitucionalmente. Um Partido que se dispõe a repensar tudo, mas que não abre, de forma alguma, seu compromisso de luta por uma sociedade mais justa e mais humana. Um Partido que é e será um espaço aberto à participação de todos os que têm aspiração de construir essa sociedade. Um Partido que assume sem medo compromissos com o presente e o futuro, recusando a infalibilidade e o dogma, mas tendo em conta a experiência do passado.


Um Partido que não tem fórmulas prontas e acabadas, e que se propõe a discutir e formular um Projeto para a Nação Brasileira, com a colaboração de todas as forças do campo democrático. Esse é o desafio lançado a todos os militantes deste novo Partido e o convite a todos os que queiram nele se integrar.





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